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Hoje 29, tem reunião virtual com a COE Itaú – Contec

Nesta quarta-feira (29), será realizada reunião virtual, a partir das 14 horas, da COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Itaú/Contec. Em pauta estarão vários assuntos, entre eles, renovação do ACT/CCP, fechamento de agências, demissões e demandas das bases.

Da base do Sindicato dos Bancários de Joinville, temos recebido a informação de que o aumento recente das metas estaria sendo justificado pelo desafio orçamentário e por um suposto crescimento da base de clientes. No entanto, é justamente sobre esse ponto que recai uma preocupação relevante.

Observa-se que parte significativa desse “aumento” da base decorre de clientes vinculados a produtos de cartão — como Itaucard, Azul, LATAM, entre outros — que, ao acessarem o aplicativo unificado do banco, acabam tendo a abertura de conta associada ao processo, muitas vezes sem plena ciência dessa contratação.

Embora essas contas, em sua maioria, sejam isentas de tarifa, não se trata de clientes com intenção de relacionamento bancário. São clientes que, em grande parte, desejam exclusivamente o uso do cartão de crédito e não movimentam a conta, tampouco respondem às abordagens comerciais.

Ainda assim, esses clientes passam a compor a base ativa utilizada para definição de metas, geração de indicadores e pré-aprovados, impactando diretamente as cobranças sobre os trabalhadores.

O que se verifica, portanto, é uma distorção: metas estão sendo elevadas com base em uma expansão que não representa crescimento real de relacionamento ou de potencial de negócios. Na prática, os empregados são pressionados a desenvolver vínculos comerciais com uma base que, majoritariamente, não tem interesse nesse tipo de relação.

Esse cenário tem gerado frustração, aumento da pressão e um ambiente de cobrança que não reflete a realidade operacional vivida nas agências e plataformas.

Há também um aspecto sensível do ponto de vista da transparência com o cliente, uma vez que muitos sequer têm clareza de que houve abertura de conta vinculada ao produto contratado.

Uma outra preocupação que chegou ao Sindicato, mas que não parece ser um caso isolado, são os relatos consistentes sobre o aumento extremamente elevado das metas no Itaú, mas com diferenças gritantes de funcionário para funcionário, em alguns casos com crescimento superior a 100% de um trimestre para outro.

Algumas metas individuais estão descoladas da realidade da agência e das carteiras, superando os demais funcionários e inclusive superando metas de unidades com classificação superior dentro da própria estrutura do banco. Isso gera um cenário de forte pressão, sensação de injustiça e, principalmente, de inviabilidade no cumprimento dos objetivos estabelecidos.

O que queremos trazer aqui é um indicativo de que o modelo de metas pode estar ultrapassando limites razoáveis e saudáveis para alguns trabalhadores – e isso precisa ser revisto. Metas podem ser desafiadoras, sim, mas também precisam ser atingíveis e coerentes com a realidade de cada unidade – e igualitárias entre os bancários. Não deveriam as metas de um serem superiores às metas de outros. Quando isso se perde, o resultado é adoecimento, desmotivação e queda na qualidade do trabalho.

Diante disso, o Sindicato questiona:

a) De que forma o banco justifica o aumento de metas com base em uma expansão de clientes que não se converte em relacionamento efetivo?

b) Quais critérios estão sendo utilizados para considerar esses clientes como base ativa para fins de metas?

c) O banco reconhece o impacto dessa prática nas condições de trabalho e na saúde dos empregados?

d) Há previsão de revisão das metas à luz dessa realidade?

e) Quais medidas estão sendo adotadas para garantir total transparência ao cliente no momento da contratação?

f) Como o banco determina as metas de empregado para empregado, por que para uns é tão brutalmente maior do que para outros?

Nosso objetivo é trazer esse tema de forma responsável e objetiva, buscando alinhar as práticas institucionais à realidade do trabalho e evitar distorções que penalizem os empregados, além de pleitear uma revisão desse modelo, especialmente nos casos em que há evidente distorção.

Bancários Joinville

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