Banco do Brasil apresenta avanços para PCDs e FEEB-SC cobra solução para egressos do BESC
A rodada de negociação entre a CONTEC e o Banco do Brasil, realizada nesta terça-feira, 25 de agosto, teve início às 18h e reuniu avanços em pautas relacionadas às pessoas com deficiência (PCD), além de importantes cobranças dos representantes dos trabalhadores sobre temas que permanecem pendentes.
Representando a FEEBSC, participaram da reunião o presidente da Federação, Armando Machado Filho, e Luiz Francisco Cardoso, coordenador da COE BB pela FEEBSC, que levaram à mesa demandas dos funcionários e questões que atingem diretamente os trabalhadores de Santa Catarina.
O Banco do Brasil iniciou sua apresentação pelas cláusulas relacionadas às pessoas com deficiência. Entre as medidas está a ampliação do público de uma linha de financiamento destinada à acessibilidade, que passará a contemplar também funcionários da ativa que possuam dependentes com deficiência cadastrados no banco.
A linha prevê valor máximo financiável de R$ 100 mil, com prazo de até 96 meses, podendo contemplar, entre os itens previstos, veículos novos e usados destinados ao apoio à mobilidade e acessibilidade.
Outro avanço apresentado diz respeito ao abono para manutenção de tecnologias assistivas. Atualmente, os funcionários PCD contam com a possibilidade de ausência abonada por dois dias ao ano para essa finalidade. O Banco do Brasil informou a ampliação para cinco dias por ano.
Segundo os dados apresentados na mesa, o BB possui 3.775 funcionários com deficiência. Deste total, 40,7% possuem deficiência física, 28,7% visual, 17,8% auditiva, 10% múltipla, 1,6% são reabilitados e 1,2% possuem deficiência mental, além do registro apresentado de deficiência intelectual.
Para Luiz Francisco Cardoso, os avanços têm impacto concreto na vida dos trabalhadores e de suas famílias.
“Os avanços apresentados para os funcionários com deficiência e para aqueles que possuem dependentes PCD são importantes e representam conquistas que impactam diretamente a vida dessas famílias. Em Santa Catarina, acompanhamos de perto essa realidade e sabemos o quanto medidas de acessibilidade, mobilidade e ampliação dos dias para manutenção de tecnologias assistivas fazem diferença. Seguiremos atuando na mesa para avançar nas demais reivindicações e garantir que as demandas dos funcionários do Banco do Brasil também se transformem em direitos concretos.”
A CONTEC levou à mesa outras demandas que preocupam os funcionários do Banco do Brasil, entre elas questões relacionadas ao descomissionamento.
Durante a discussão, Luiz Francisco Cardoso chamou a atenção para a situação dos trabalhadores do PSO, relatando que caixas e funcionários dessas unidades estão sendo incumbidos de executar tarefas de maior complexidade, inclusive atividades que eram realizadas pelo CENOP.
A representação dos trabalhadores alertou que a situação pode caracterizar desvio de função, uma vez que os funcionários passam a assumir atribuições mais complexas sem o correspondente reconhecimento funcional.
O Banco do Brasil informou que as demandas apresentadas estão sendo tratadas e que trará uma devolutiva aos representantes dos trabalhadores.
Outro ponto de destaque foi a cobrança feita pelo presidente da FEEBSC, Armando Machado Filho, em relação aos egressos do BESC.
Armando lembrou que o Banco do Brasil havia solicitado à FEEBSC um prazo de 40 dias para apresentar uma devolutiva sobre a questão. No entanto, já se passaram aproximadamente 120 dias sem uma resposta conclusiva.
A cobrança envolve uma Ação Civil Pública que se arrasta há mais de 15 anos. Armando destacou o aspecto humano da demora, lembrando que muitos colegas egressos do BESC já faleceram sem terem recebido os direitos que aguardavam.
“O banco nos pediu 40 dias e já se passaram cerca de 120. Estamos falando de uma ação que se arrasta há mais de 15 anos. Muitos dos nossos colegas egressos do BESC já se foram sem receber seus direitos. Precisamos de celeridade e de uma resposta efetiva do Banco do Brasil.”, cobrou Armando.
Em resposta, o Banco do Brasil informou que ainda não conseguiu concluir a devolutiva, afirmando que os cálculos continuam sendo realizados e que o tema permanece sendo trabalhado internamente.
A situação dos funcionários oriundos de bancos incorporados pelo Banco do Brasil também foi colocada em discussão.
O secretário da CONTEC, Davi Zaia, cobrou uma resposta do banco, destacando especialmente a situação dos trabalhadores egressos da Nossa Caixa, que ainda convivem com diferenças em relação aos demais funcionários do Banco do Brasil.
A representação dos trabalhadores ressaltou que a isonomia é um direito e que a demora em solucionar a questão provoca prejuízos que se acumulam mês após mês.
Durante a negociação, a CONTEC defendeu que uma adaptação nos regulamentos dos planos de previdência Economus e Fusesc poderia ser um caminho para solucionar o problema enfrentado pelos funcionários atingidos.
A entidade também questionou a falta de acesso desses trabalhadores à Previdência B2, defendendo que não há justificativa para que os egressos dos bancos incorporados permaneçam sem esse direito.
Para Davi Zaia, a demora tem consequências financeiras concretas:
“Cada mês que passa aumenta o prejuízo. O funcionário percebe, mês após mês, uma diferença brutal e vê suas perdas se acumularem. Não há justificativa para que os funcionários egressos dos bancos incorporados não tenham direito à Previdência B2. Estamos falando de isonomia e de um direito desses trabalhadores. A CONTEC espera que o Banco do Brasil apresente uma resposta concreta e uma solução definitiva para essa situação.”
A CONTEC reforçou que espera uma devolutiva do Banco do Brasil sobre o tema, principalmente porque os prejuízos continuam se acumulando enquanto os funcionários aguardam uma solução.
FEEBSC seguirá cobrando respostas
A rodada desta terça-feira apresentou avanços importantes nas cláusulas destinadas às pessoas com deficiência e seus dependentes, mas também evidenciou que ainda existem questões antigas que precisam de respostas efetivas do Banco do Brasil.
Para a FEEBSC, é fundamental que os avanços sejam acompanhados de soluções para as demais demandas apresentadas. A Federação, representada na mesa por Armando Machado Filho e Luiz Francisco Cardoso, seguirá acompanhando as negociações e cobrando do Banco do Brasil celeridade, isonomia, valorização e respeito aos direitos dos trabalhadores.
Diretoria de comunicação – FEEB-SC

