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BB pode economizar até R$ 3,8 bi com reestruturação, diz presidente

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou nesta segunda-feira (21) que a reestruturação de agências e o plano de demissão incentivada anunciados neste domingo (20) pela instituição financeira podem geral uma economia anual de R$ 3,798 bilhões, caso os 18 mil funcionários habilitados optem por deixar o banco em troca de benefícios.
O Banco do Brasil anunciou por meio da divulgação ao mercado de um fato relevante o fechamento de 402 agências, a transformação de 379 agências em postos de atendimento e o encerramento de 31 superintendências do banco em diversos municípios. As medidas de reorganização institucional foram aprovadas pelo conselho de administração da instituição financeira.
Caffarelli e outros dirigentes do banco concederam uma entrevista coletiva na manhã desta segunda, em Brasília, para dar mais detalhes sobre a reestruturação.
De acordo com o presidente do banco público, as mudanças estruturais que serão colocadas em prática fazem parte do plano da instituição de ampliar o atendimento digital. Para isso, o Banco do Brasil anunciou a abertura, já em 2017, de mais 255 unidades de atendimento digital, entre escritórios e agências digitais.
Atualmente, informaram os executivos do BB, a instituição já tem 245 unidades de atendimento digital, que atendem 1,3 milhão de clientes. A expectativa é chegar no final de 2017 atendendo 4 milhões de clientes nessas unidades.
O presidente do Banco do Brasil ressaltou aos jornalistas que os funcionários das agências que serão fechadas terão quatro meses garantidos com os atuais salários.
“Acreditamos que esse tempo [quatro meses] é o suficiente para que esses funcionários sejam realocados”, disse.
Segundo os cálculos da instituição, a economia com o fechamento de 402 agências, a transformação de agências em postos de atendimento e outras mudanças na estrutura do banco pode alcançar R$ 750 milhões anuais.
Já a economia com o plano de demissão voluntária varia de acordo com a adesão dos funcionários.
Se apenas 5 mil funcionários decidirem deixar o banco, a instituição poderá economizar R$ 1,183 bilhão. Por outro lado, com a adesão de 18 mil funcionários que têm condições de se aposentar neste momento, o corte anual de despesas pode atingir R$ 3,048 bilhões, explicou o presidente do Banco do Brasil.
Fechamento de agências
Na entrevista, Paulo Caffarelli reafirmou que o Banco do Brasil não fechará agências nos municípios em que é a única instituição bancária e ressaltou que a instituição não abandonará nenhuma cidade onde já atua.
Ao comentar o plano de demissão incentivada que pode atingir 18 mil funcionários, o presidente do Banco do Brasil fez questão de enfatizar que a adesão ao programa é voluntária.
“Não é demissão. A adesão ao plano é totalmente voluntária”, observou Caffarelli.
O prazo para os funcionários aderirem ao plano de demissão se encerra em 9 de dezembro. Quem optar por deixar a instituição por meio do programa receberá entre 12 e 15 salários como compensação. O valor da indenização será proporcional ao número de anos que o funcionário trabalha no banco.
Redução de carga horária
O plano de demissões, informaram os dirigentes do Banco do Brasil, também vai oferecer a possibilidade de 6 mil funcionários reduzirem a jornada de trabalho de 8 para 6 horas diárias. Em contrapartida, haverá redução de 16,25% nos salários.
Apesar de os vencimentos ficarem menores, os funcionários que aceitarem a redução da carga horária irão receber mensalmente um adicional de 12% por cada hora trabalhada. G1-Brasília

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