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Função de caixa está sendo extinta na Caixa Federal

De acordo com denúncia vindas de unidades em São Paulo, a saída de empregados que exerciam a tarefa não está sendo reposta. “Éramos em três caixas e já não dávamos conta. Há uns dois meses fomos reduzidos para dois. Até agora não houve reposição e já disseram que não haverá. Isso compromete nosso serviço para dar atendimento melhor a quem precisa dos programas sociais”, afirma um bancário em denúncia ao Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Dionísio Reis, diretor executivo do SEEB-São Paulo e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), afirma estar em curso política de precarização nas condições de trabalho, pois na medida em que as pessoas deixarem essas funções – são cerca de 13 mil, não haverá reposição. A tarefa seria ocupada por outros bancários que receberiam por minuto trabalhado no caixa. Além disso, há o risco de o tesoureiro ser utilizado indevidamente.

“Os tesoureiros estão deixando de ser subordinados à Giret (Gerência de Retaguarda) para integrarem a hierarquia das agências, respondendo ao gerente-geral. O risco disso é que sejam pressionados a ‘tapar buraco’ deixado por caixas”, alerta Dionisio.

O integrante da CEE avalia que isso é desvio grave da função e deve ser denunciado ao Sindicato. Acesse nosso canal de denúncias: [ clique aqui ]. O sigilo é garantido.

Fechamento de agências – O ataque a caixas e tesoureiros integra série de ações contra os trabalhadores e o banco público. Entre elas outro temor refere-se ao fechamento de cem agências consideradas “deficitárias”.

“Todos os dias eu e meus colegas acordamos com a impressão de que chegaremos à nossa agência e encontremos fechada. Ninguém consegue trabalhar direito num clima desses”, desabafa um empregado de unidade na zona leste da capital paulista, em depoimento ao Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A preocupação, segundo o também diretor do SEEB-São Paulo Francisco Pugliesi, é sentida em diversas unidades que não dão o resultado esperado na ótica da empresa. “Em vez de dar condições melhores de trabalho nesses locais, a Caixa veta qualquer aumento de dotação de pessoal. Nem sequer repõe vagas por adesões aos planos de apoio a aposentadoria. Ou seja, tudo é feito para que a situação piore ainda mais, como se fosse um castigo por não cumprirem metas.”

Défict social – Uma bancária também critica a falta de transparência nas intenções da direção do banco. “Os boatos que correm é de que está sendo feito estudo econômico das unidades. Mas ao que parece não leva em conta o ‘déficit’ social que a Caixa tem com a população. Se fecha agência em região carente, onde essas pessoas serão atendidas? E mais, o que acontecerá com os comissionados desses lugares, eles terão redução na remuneração por perderem a função?”

Para Dionísio a única forma que fará com que a Caixa reveja essa política é ampliar a organização no local de trabalho, a partir da eleição de delegados sindicais em todos os setores, e se preparar para ampliar a mobilização. “A situação das unidades é tão importante que será um dos temas de debate do 32º Conecef que começa nesta quinta e de onde sairão resoluções e propostas para a pauta específica a ser entregue à Caixa para a Campanha 2016”, explica. “Mas é essencial que todos tenham a clareza de que a defesa da Caixa 100% pública, para evitar o fechamento de agências e o fim da função de caixa, passam necessariamente pelo empenho de todos na luta.”

Bancários Joinville

Valdemar Luz diz que o Bancários Joinville está na luta em favor dos empregados da Caixa: “Somente a união e a mobilização vão resolver estas questões que atormentam nossos colegas da Caixa. Estamos prontos para a luta que virá. Toda a nossa estrutura, todas as nossa forças estarão concentradas na solução desta situação”, assinala. SEEB-São Paulo com edição Bancários Joinville

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