Banco do BrasilSindicato

6° Rodada com Banco do Brasil frustra funcionários

CONTEC

BB chega sem respostas à mesa e sinaliza renovação do ACT sem avanços

O Banco do Brasil encerrou a sexta rodada de negociação com a CONTEC, realizada nesta sexta-feira (14), sem apresentar todas as devolutivas esperadas para as reivindicações da categoria. Ao longo da discussão da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o banco apresentou negativas, indicou a manutenção de regras vigentes e deixou uma série de pontos ainda em avaliação, sem deliberação definitiva.

A Confederação considera que há espaço para avançar em temas que afetam diretamente as condições de trabalho e a carreira dos funcionários, entre eles concurso público, metas atingíveis, política de descomissionamento, Plano de Cargos e Salários (PCS), licenças, faltas abonadas e outras garantias sociais. A posição da entidade sindical é de que a negociação não pode se limitar à reprodução automática do acordo atual quando existem reivindicações que ainda precisam de resposta.

No debate sobre o quadro de pessoal, a CONTEC reivindica concurso público para a contratação de 5 mil funcionários, mas o BB recusou incluir a obrigação no ACT e alegou que pretende priorizar o dimensionamento e o remanejamento interno das equipes. O banco também informou que, em razão das restrições do período eleitoral, não há expectativa de novo edital neste ano e anunciou a criação de 680 vagas de especialistas, destinadas principalmente a dependências com dificuldade de preenchimento.

A política de metas também permaneceu no centro da discussão. O BB apresentou resultados do projeto Revisa Metas, testado inicialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, no qual 50 dos 162 pedidos de revisão foram deferidos, equivalente a 31%, e informou que a ferramenta será ampliada nacionalmente na segunda quinzena de agosto. Para a representação dos trabalhadores, a discussão precisa avançar para garantir metas efetivamente atingíveis e reduzir impactos das cobranças excessivas sobre a saúde dos funcionários. Em relação ao descomissionamento, o banco defendeu a manutenção da regra atual dos três ciclos avaliativos, com exceções para determinadas funções estratégicas, enquanto pontos relacionados ao PCS continuam sob análise. Também permanecem pendentes devolutivas sobre ampliação de estabilidade em situações específicas, teletrabalho, flexibilização de jornada para provas de certificação e outras reivindicações apresentadas pela CONTEC.

No campo econômico, o Banco do Brasil reafirmou que seguirá o índice definido na mesa da Fenaban. A proposta apresentada pelos bancos na rodada anterior, baseada em reajustes diferentes conforme a faixa salarial, foi rejeitada em mesa pela CONTEC, que considera inadequado levar à categoria um modelo que estabelece percentuais distintos entre os trabalhadores. Com as cláusulas econômicas dependentes de uma nova posição da Fenaban e diversos pontos sociais ainda aguardando devolutiva do BB, as negociações específicas devem continuar acompanhando o calendário da mesa nacional.


CONTRAF

Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários

O Sindicato, por meio da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), voltou a se reunir com a direção do banco na manhã desta sexta-feira (14), dando continuidade às negociações específicas da Campanha Nacional 2026. Porém, a reunião terminou sem proposta econômica e sem devolutivas para as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, gerando frustração entre os funcionários.

O Banco do Brasil informou que não apresentará, neste momento, proposta de índices econômicos nas negociações específicas em razão do período de defeso eleitoral. O período de defeso eleitoral é previsto pela legislação e compreende os três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos. Nesse período, empresas públicas, como o Banco do Brasil, ficam sujeitas a restrições para conceder reajustes ou aumentos de valores que possam caracterizar benefício aos empregados, sendo permitidas apenas as alterações previstas em lei ou em instrumentos coletivos. Por isso, eventuais índices econômicos da categoria serão tratados na mesa única de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, dentro da Campanha Nacional 2026.

Também não houve, nesta rodada, retorno para as demais reivindicações apresentadas pela CEBB. O banco se comprometeu a apresentar as respostas na próxima reunião, marcada para quarta-feira (19).

Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a falta de respostas é motivo de insatisfação e não corresponde à expectativa dos funcionários. “A gente sabe que já teve tempo suficiente para o banco preparar as respostas às nossas reivindicações. Nós conversamos com a base, com os funcionários, e percebemos que estão ansiosos por isso. É muito ruim não termos recebido nada hoje.”

Durante a reunião, o banco apresentou brevemente o Revisa Metas, programa que pretende promover melhorias no sistema de metas, com possibilidade de ajustes nas metas distribuídas às unidades por meio de um fluxo mais rápido e maior transparência para os funcionários. A proposta, porém, não representa uma resposta às reivindicações apresentadas pela CEBB nesta campanha.

O Sindicato espera que a próxima reunião, na quarta-feira (19), marque uma mudança de postura do banco e apresente respostas efetivas às demandas dos funcionários.

Bancários Joinville

Seja sócio, seja sócia do nosso Sindicato e invista em quem te dá a segurança de estar sempre do seu lado.