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Após nove horas de negociação na 8° rodada, pressão sindical faz Fenaban recuar

FEEB-SC

Após nove horas de negociação, pressão sindical faz Fenaban recuar; mobilização nacional será mantida

A oitava rodada de negociação da Campanha Salarial dos Bancários 2026 entre a CONTEC e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta terça-feira (18), foi marcada por aproximadamente nove horas de discussões, interrupções e forte pressão do movimento sindical.

Representando os bancários de Santa Catarina, participou da mesa o presidente da Federação dos Bancários de Santa Catarina (FEEBSC), Armando Machado Filho, integrante da Comissão Nacional de Negociação da CONTEC.

Após um longo período de negociação, a Fenaban retornou à mesa e apresentou novos encaminhamentos, recuando de propostas que haviam sido duramente rejeitadas pelas entidades sindicais.

Fenaban recua após pressão sindical

Diante da firme posição dos representantes dos trabalhadores, a Fenaban informou que retirou a proposta de salários escalonados, que estabeleceria reajustes diferenciados conforme as faixas salariais.

Também foi retirada a proposta de congelamento do piso salarial.

Para a FEEBSC, os recuos demonstram a importância da unidade e da pressão exercida pelo movimento sindical durante as negociações.

“Foram nove horas de uma negociação difícil. A Fenaban encontrou uma representação sindical firme, que deixou claro que não aceitará propostas que dividam os bancários ou representem retrocessos. A retirada do escalonamento salarial e do congelamento do piso mostra que a pressão e a mobilização dão resultado. Mas ainda não temos uma proposta que atenda às reivindicações da categoria e, por isso, nossa mobilização continua”, afirma Armando Machado Filho, presidente da FEEBSC.

Mobilização nas agências bancárias está mantida

Mesmo diante dos recuos apresentados pela Fenaban, a mobilização do movimento sindical será mantida.

Toda a base da CONTEC realizará manifestações nas agências bancárias, ampliando a pressão sobre os bancos e demonstrando que os trabalhadores permanecem unidos na defesa de seus direitos e de uma proposta que represente valorização efetiva da categoria.

Em Santa Catarina, a FEEBSC orienta os sindicatos de sua base a se organizarem e mobilizarem os bancários, fortalecendo o movimento nacional.

“Os recuos são importantes, mas não encerram a nossa luta. A mobilização nas agências precisa mostrar aos bancos que os bancários estão atentos e unidos. Queremos avanços concretos, valorização e uma proposta digna. É fundamental que cada sindicato e cada trabalhador participe desse movimento”, reforça Armando.

Próxima rodada será antecipada

Outro encaminhamento apresentado pela Fenaban foi a antecipação da próxima rodada de negociação.

A reunião, inicialmente prevista para terça-feira, foi antecipada para segunda-feira, 24 de agosto, quando as discussões da Campanha Salarial 2026 terão continuidade.

Jornada 4×3 será debatida

A Fenaban também propôs trazer para a mesa de negociação uma empresa que já implantou no Brasil o sistema de jornada 4×3, para apresentar a experiência e permitir que o modelo seja debatido com os representantes dos trabalhadores.

A FEEBSC entende que qualquer discussão envolvendo mudanças na jornada deve ser feita com responsabilidade, tendo como prioridade a melhoria da qualidade de vida, a preservação dos empregos e dos direitos e a não intensificação do trabalho.

A negociação continua. A mobilização também.

A FEEBSC seguirá ao lado da CONTEC e dos sindicatos de sua base, defendendo a unidade nacional da categoria e cobrando dos bancos uma proposta com avanços concretos para todos os bancários.

Fonte: Diretoria de comunicação – FEEBSC


CONTEC

Fenaban abandona reajuste escalonado e congelamento do piso

A pressão dos bancários fez a Fenaban voltar atrás em dois dos pontos mais criticados da Campanha Salarial. Na oitava rodada de negociação, realizada nesta terça-feira (18), em São Paulo, os bancos retiraram da mesa a proposta de reajuste escalonado por faixas salariais e também o congelamento do piso da categoria, medidas que haviam sido rejeitadas pela CONTEC desde a apresentação por representarem tratamento diferenciado entre os trabalhadores e ausência de correção para os menores salários. Apesar do recuo, a rodada terminou sem a apresentação de um novo índice econômico, discussão que foi adiada para a próxima semana.

A proposta apresentada anteriormente pela Fenaban previa percentuais diferentes de reajuste de acordo com a faixa salarial, dividindo a categoria em grupos distintos para a aplicação da correção, além de manter o piso sem reajuste. Para a Confederação, o modelo representava um retrocesso justamente em um momento em que a pauta dos bancários busca não apenas a recomposição das perdas inflacionárias, mas também valorização salarial e recuperação do poder de compra.

“A Fenaban retirou a faixa salarial que tinha proposto, dividindo a categoria em A, B e C, e também o congelamento do piso salarial”, afirmou o presidente da FEEB-GO/TO, Sérgio Costa.

Com esses dois pontos retirados da mesa, as negociações passam a se concentrar no índice de reajuste e nas demais reivindicações econômicas e sociais apresentadas pela categoria. A entidade sindical mantém a defesa da reposição integral da inflação pelo INPC, acrescida de 5% de aumento real, além da valorização do piso salarial, de avanços na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da melhoria das cláusulas relacionadas à saúde, às condições de trabalho e aos direitos sociais previstos na Convenção Coletiva.

A reunião da próxima semana, que inicialmente estava marcada para terça-feira (25), foi antecipada para segunda-feira (24), com a possibilidade de que o processo negocial continue ao longo dos dias seguintes. A expectativa da representação dos trabalhadores é que, depois de oito rodadas e do recuo registrado nesta terça-feira, a Fenaban apresente finalmente uma proposta econômica concreta capaz de abrir caminho para a discussão dos principais pontos ainda pendentes.

Para Gladir Basso, presidente da FEEB-PR, a retirada do reajuste escalonado e do congelamento do piso mostra que a pressão exercida pela categoria ao longo da campanha começa a produzir resultados, embora ainda permaneça uma distância importante entre os recuos anunciados pelos bancos e aquilo que os trabalhadores esperam ver contemplado em uma proposta final.

“A gente conseguiu até agora fazer com que os bancos retirassem a proposta escalonada de aplicação de índice de acordo com faixas salariais e também voltassem atrás na questão do reajuste zero para o piso da categoria”, afirmou.

Segundo Basso, a próxima semana deverá ser decisiva para a construção de uma proposta que, além de recompor a inflação acumulada no período, assegure aumento real e preserve o poder de compra dos bancários. O recuo da Fenaban, no entanto, não altera a mobilização com paralisações prevista para esta quinta-feira (20). As manifestações estão mantidas em todo o país como forma de ampliar a pressão sobre os bancos, dialogar com os trabalhadores sobre o andamento da Campanha Salarial e cobrar uma proposta que efetivamente contemple as reivindicações apresentadas pela categoria.

Depois de oito rodadas de negociação, a CONTEC considera que a retirada do reajuste escalonado e do congelamento do piso representa um movimento importante da Fenaban, mas ainda insuficiente para atender às demandas dos bancários.

 

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